Quando você pensa em comprar uma casa ou apartamento, o valor anunciado costuma ser apenas o ponto de partida. Os custos da compra de imóvel vão muito além do preço combinado com o vendedor e incluem impostos, taxas de cartório, avaliações bancárias e despesas com mudança e reforma. Entender cada um desses itens com antecedência ajuda você a planejar melhor o orçamento e evitar surpresas no momento de fechar o negócio.
Esses gastos variam conforme a cidade, o valor do imóvel e o tipo de financiamento, mas é possível estimar uma faixa percentual sobre o preço total para ter uma ideia realista. O importante é tratar cada etapa com calma e verificar as informações diretamente nas fontes oficiais, como a prefeitura e o cartório da sua região.
O que é o ITBI e quanto ele representa no orçamento
O ITBI é o imposto cobrado pela prefeitura toda vez que um imóvel muda de dono. Ele incide sobre o valor da transação ou sobre o valor venal do bem, o que for maior, e costuma representar entre 2 % e 4 % do preço, dependendo do município. Em algumas cidades o percentual chega a 3 %, enquanto em outras fica mais próximo de 2 %.
Como a alíquota muda de lugar para lugar, o passo mais seguro é consultar a prefeitura do município onde fica o imóvel antes de assinar qualquer contrato. Muitas prefeituras disponibilizam calculadoras online que mostram o valor exato a partir do endereço e do preço acordado.
Esse imposto costuma ser pago pelo comprador, mas nada impede que as partes negociem a divisão. O importante é registrar por escrito quem arca com cada parte para evitar discussões na hora de levar os documentos ao cartório.
Escritura, registro e taxas do cartório
Depois de pagar o ITBI, você precisa formalizar a compra por meio da escritura pública e do registro no cartório de imóveis. A escritura é o documento que oficializa a transferência e costuma custar entre 1 % e 2 % do valor do imóvel, incluindo emolumentos e impostos estaduais como o selo.
O registro, por sua vez, garante que a propriedade passe oficialmente para o seu nome nos órgãos públicos. Essa etapa representa mais ou menos 0,5 % a 1 % do valor do bem. Juntos, escritura e registro costumam ficar entre 1,5 % e 3 % do preço total.
Se o imóvel for financiado, o banco também exige uma avaliação feita por engenheiro ou arquiteto credenciado. Essa vistoria técnica verifica se o valor pedido corresponde ao estado real do imóvel e costuma custar entre R$ 1.500 e R$ 4.000, dependendo do tamanho e da localização.
Avaliação do banco, taxas de financiamento e despesas finais
Além da avaliação, o financiamento traz outras tarifas como a taxa de administração do banco e o seguro obrigatório contra incêndio e morte. Essas despesas costumam representar entre 0,5 % e 1,5 % do valor financiado e são diluídas nas primeiras parcelas ou cobradas à vista no ato da assinatura.
Depois de tudo regularizado, ainda entram os custos práticos de mudar e deixar o imóvel habitável. A mudança em si varia de R$ 800 a R$ 3.000 conforme a distância e a quantidade de móveis. Já uma reforma básica de pintura, troca de pisos ou pequenos reparos pode representar de 5 % a 10 % do valor do imóvel, dependendo do estado em que ele se encontra.
Para não ser pego de surpresa, some todos esses percentuais ao preço do imóvel e reserve pelo menos 8 % a 12 % a mais do valor total. Guarde esta lista para consultar sempre que precisar e confira também o brief 14, que traz um passo a passo detalhado sobre escritura e registro.
